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terça-feira, 29 de março de 2011

Adolescência

    Na passagem da infância para a adolescência, os índios fazem um tipo de ritual:

    Os homens tem que sair para sua primeira caça, sozinhos.

    As mulheres ficam entocadas dentro das ocas por vários anos, até que um dia seus pais percebam que ela já está na fase mais madura, suficiente para arrumar um parceiro. Entre eles, a mulher casa cedo.

Ocas

    A Oca é uma habitação dos povos indígenas. As ocas são construídas com a participação de vários integrantes da tribo. São grandes, podendo chegar até 40 metros de comprimento. Seu tamanho é normal, pois várias famílias de índios habitam uma mesma oca. Internamente este tipo de habitação não possui divisões. São colocadas dentro da oca diversas redes, que os índios usam para dormir.
    A estrutura das ocas são bastante resistente, pois elas são construídas com a utilização de taquaras e troncos de árvores. A cobertura é feita de folhas de palmeiras ou palha. Uma oca pode durar mais de 20 anos.
    As ocas não possuem janelas, porém, a ventilação ocorre através das portas e dos frizos entre as taquaras da parede. Costumam apresentar de uma a três portas apenas. 

Escola Indígena

    Hoje, a escola indígena, na maior parte dos povos que mantêm contato com a civilização, tem como objetivo manter os costumes dos índios e ensinar a sua língua junto com outras matérias. O currículo não é só o ensino da língua materna, mas de todo um currículo além das questões de cada povo. A diversidade lingüística está diretamente ligada a educação, pois são faladas no mínimo 180 línguas indígenas e o processo educacional mantém um equilíbrio, para que a língua oficial do país não seja imposta, mas também haja espaço para o ensino da língua indígena, de modo que não se perca, daí a importância do professor bilíngüe.

A Pescaria

    Além de um conhecimento profundo da vida e dos hábitos dos animais, os índios possuem técnicas que variam de povo para povo. Na pesca, é comum o uso de substâncias vegetais que intoxicam e atordoam os peixes, tornando-os presas mais fáceis. Há também armadilhas para pesca, como o pari dos teneteharas (um cesto fundo com uma abertura pela qual o peixe entra atrás da isca, mas não consegue sair). A maioria dos índios no Brasil pratica agricultura.

Armas Indígenas

Os índios do Brasil fabricam armas para caçar. Antigamente as armas eram usadas em guerras entre tribos rivais.
O arco e flecha é a arma mais usada entre os índios brasileiros. Existem diferentes tipos de ponta para as flechas, que variam conforme o animal que se deseja caçar.
Algumas etnias preferem a zarabatana, um tubo por onde assopram dardos envenenados. Outras etnias, como os índios Kayapó, preferem apenas as bordunas.

 Arco e flecha


Bordunas

 borduna - indios tapirape

Armas cerimoniais

  cetro kopo - indios kraho

Diversos

 aljava para guardar pontas de flechas - indios yanomami

A Caçada

Além da pescaria, a caça é o único meio de se obter carne nas tribos. É uma atividade para os homens e pode-se realizar sozinho ou em grupo. Para eles as melhores carnes são a da anta, a cobra e a paca. Os índios evitam a carne de animais peludos, menos a do macaco, pois gostam muito. Algumas das aves mais procuradas são o mutum, jacumim, jacutinga, papagaio, perdiz, jaó, pato e marreco.

A Educação

A formação escolar desses povos é precária. Embora civilizados, entre os índios mais velhos não se encontra nenhum sequer com o ensino fundamental completo, pois algumas décadas atrás o ensino para índios praticamente não existia.
Quanto à população jovem, embora em meio às dificuldades, já se vê muitos que estudam na própria aldeia ou nas cidades, cursam o ensino fundamental e médio. No entanto alguns poucos indígenas dessa etnia já cursam o ensino superior em universidades públicas.
O principal meio de educação dos índios sempre foi a “escola da vida”.
Muitos são os problemas encontrados pelos alunos índios quando vão estudar na cidade. A má formação dos professores brancos que não possuem conhecimento suficiente sobre a causa indígena gerando conceitos previamente indevidos, a discriminação dos próprios alunos brancos quanto à etnia, além das dificuldades no trajeto da aldeia até a cidade são algumas das dificuldades que fazem os povos indígenas uma aldeia civilizada, mas com nível escolar atrasado.

A Medicina Indígena

A medicina dos índios não deixa a desejar. Os mais velhos guardam conhecimento medicinal transmitido por seus antepassados. Embora tenham total apoio da Funasa (Fundação Nacional de Saúde) e disponham de todos os métodos de outras culturas, o conhecimento histórico é uma alternativa de suma importância. Nessa sociedade cada problema de saúde é recomendado à medicina do povo branco ou ao acompanhamento do pajé para a busca da cura.
O pajé é a figura mais importante da tribo no que tange a relação entre o corpo, a alma e o “outro mundo” ou a vida após morte. A representação do pajé é dada como um chefe espiritual. No entanto existem outros índios dotados de grande saber espiritual, como o curandeiro, que é responsável por identificar e curar problemas de saúde dos componentes da tribo.
Todos os remédios são retirados de meios naturais. São geralmente ervas naturais, raízes, folhas entre outros, mas todos de alguma forma abençoados pelos deuses desse povo e aplicados com muita fé no poder da cura.

Sociedade Indígena

De certa forma, as diversas nações indígenas desenvolveram estrutura social, mas com reduzido grau de diferenciação, e também com alguns tipos de hierarquia cultivavam e cultivam tendências comunitárias e fortes laços de solidariedade.
Em cada desta maloca vivem todos muito conformes, sem haver nunca entre eles nenhuma diferença: antes são tão amigos uns dos outros, que o que é de um é de todos, e sempre que de qualquer coisa que um coma, por pequena que seja, todos os circunstantes hão de participar.”
Pero de Magalhães Gândavo – historiador e cronista português (1540-1580)
Todas as tribos brasileiras ignoram a exploração econômica do trabalho escravo, salvo algumas raras exceções como os Kadiwéus e os Terenas que já viveram de saqueamento no passado.

Casamento Indígena

O casamento entre índios sempre esteve regido por regras e costumes e varia muito de tribo para tribo. Entretanto, os antigos tupinambás e os atuais xavantes admitem a poligamia; os xoclengues chegaram à poliandria(casamento grupal); mas a maioria das tribos são monogâmicas. Existem regras que ditam, variando da tribo se um índio pode ou não casar-se com uma não-índia. Entre os Tinguis Botós por exemplo o casamento entre índio e não índia é permitido porém impede que aquele índio possa continuar residindo na tribo.

Habitos e Costumes Indígenas

    Cada nação indígena possui sua própria cultura, com hábitos e costumes próprios, porém existem costumes comuns entre elas:

Os índios brasileiros se alimentam de alimentos  retirados da natureza (peixes, carnes de animais, frutos, legumes, tubérculos);








 

Costumam tomar vários banhos por dia
em rios, lagos e riachos;






  

 


Os homens saem para caçar em grupos;










Fazem cerimônias e rituais com dança e música, 
com o corpo pintado;












Desde pequenas as crianças são treinadas
para a vida adulta; 







 


Realizam rituais de passagem 
entre a fase de criança e a adulta;





 

Moram em habitações 
feitas de elementos da natureza;







Fazem objetos de arte com materiais da natureza;






 


Tratam as doenças com ervas da natureza 
e costumam realizar rituais de cura;






 

Possuem o costume de dividir quase tudo que possuem, 
principalmente os alimentos;  







 

Possuem uma religião baseada na existência 
de forças e espíritos da natureza;

segunda-feira, 28 de março de 2011

Quais foram as heranças que os indios deixaram para nós?

    A herança vem desde nossos hábitos de higiene, até a maneira de como educamos nossas crianças:

    Aprendemos a tomar banho, hábito que os europeus não tinham , pois era considerado um pecado (tocar no próprio corpo), e também não era recomendado pela medicina.    

    Os índios sao extremamente afetuosos com as criancas, eles chegam a ser permissivos, deixando que os pequenos se desenvolvam livremente. Foi com os índios que aprendemos a nos abaixarmos pra falar com crianças, pra olharmos nos olhos delas e transmitirmos firmeza. Os indios não batem em crianças. A nossa língua portuguesa contém centenas de vocábulos do tupi, por exemplo: muito do comemos, aprendemos com os índios; se você anda pelo interior do brasil, vai ver que muitas construções são ainda bem parecidas com o método de construção indígena (pau-a-pique, por exemplo).

Presença do Índio na Mídia Atual




Podemos perceber a presença do índio em filmes, HQs, e na televisão.


Nas HQs temos o famoso Papa-Capim
Papa Capim é um personagem criado em 1970, por Maurício de Sousa é o quarto personagem mais velho de sua turma, sendo mais novo apenas por Cafuné, pelo Pajé, e pelo Cacique Ubiraci. E mais velho que Jurema. Papa-Capim é o indiozinho principal da turma. Ele vive na tribo localizada na Amazônia. Tem um amigo, o Cafuné e usa uma tanga vermelha. Cultiva as lendas e as culturas dos índios. Tem uma boa orientação de preservação da Floresta Amazônica, impedindo os intrusos das florestas, e a defendendo, das queimadas, e das outras coisas que os intrusos vão destruir para fazer fábrica, pastos, que atualmente é um dos maiores problemas: Aquecimento Global.

Na Televisão temos a telenovela chamada Araguaia, onde a atriz Cléo Pires faz um papel de índia.

No cinema nacional temos o filme Tainá que conta as aventuras de uma indiazinha que vive na Amazônia

A Cultura Indígena

    Os índios foram os primeiros habitantes do Brasil. São vários povos diferentes com hábitos, costumes e línguas diferentes.
    Os Ianomâmis falam quatro línguas: a Yanomam, Sanumá, Yanomame e Yanam. Suas casas são construídas de caibros encaixados, amarrados com cipó e revestidas de palha. Têm características seminômades, já que mudam de habitat quando acreditam ter explorado uma região ao máximo. São caçadores e acreditam em espíritos de animais que ao serem mortos tornam-se protetores e amigos.
    Os Carajás falam apenas uma língua: a Macro-Jê. São divididos em Karajás, Javaés e Xambioás. Acreditam na transformação do homem em animais e de animais em homem. Moram perto do rio Araguaia, pois acreditam que sua criação, rituais de passagem, alimento e alegria são dados por ele. Vivem do cultivo do milho, mandioca, batata, banana, cará, melancia, feijão e amendoim, e prezam pela pintura corporal. Dividem o trabalho, fica para os homens a defesa do território, abertura de roças, construção das casas, pesca e outros. As mulheres educam os filhos, cuidam das casas, do casamento dos filhos, da pintura e ornamentação das crianças e outros.
    Os Guaranis manifestam sua cultura em trabalhos, em cerâmica e em rituais religiosos. Possuem sua própria língua, ensinam o português as crianças maiores de 6 anos. São migrantes e agricultores. Acreditam que a morte é somente uma passagem para a “terra sem males”, onde os que se foram partem para este local para proteger os que na Terra ficaram.
    Os Tupis são dominados por um ser supremo designado Monan. A autoridade religiosa dentro das aldeias é o Pajé, que é um sábio que atua como adivinho, curandeiro e sacerdote. Utilizam a música e seus instrumentos musicais para a preservação de suas tradições, para produzir efeitos hipnóticos e para momentos de procriação, casamento, puberdade, nascimento, morte, para afastar flagelos, doenças e epidemias e para festejar boas caçadas, vitórias em guerras e outros.
    Existem cerca de 225 sociedades indígenas distribuídas pelo Brasil, corresponde a 0,25% da população do país.

Consequências do Desmatamento na Amazônia

Para começar, o desmatamento amazônico traria uma redução na quantidade de chuvas, no Brasil inteiro.
Isso traria problemas na agricultura, e causaria também uma grande redução na geração de energia hidrelétrica.
A temperatura da floresta aumentaria entre 4º a 6º graus Célsius e que fatalmente destruiria 30% da floresta.
80% da área desmatada da floresta dá lugar para a pecuária.
Um grande problema é que a Floresta Amazônica serve como fonte de sustento para a população que vive por lá
e as ações dessas pessoas nem sempre são sustentáveis. Uma solução seria começar com a formação educacional
das pessoas que ali vivem. a Criação de programas governamentais para incentivar atividades econômicas sustentáveis, podem ser
de grande ajuda.